| CINE: «Casa de areia» |
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CINE
«Casa de areia»
Cedo nas salas de cinema em Suíça
A saga de Áurea começa em 1910, quando, em busca de um sonho que nunca lhe pertenceu, ela chega em caravana a um enorme labirinto de areia no Maranhão, Norte do Brasil. À procura de terras que o marido, Vasco, acredita serem prósperas, ela se vê condenada à vida num lugar inóspito, tendo como única companhia feminina sua mãe, Dona Maria. Grávida, e inconformada com o destino, a mulher faz de tudo para encontrar uma saída. Mas o tempo vai pouco a pouco transformando essa história embalada por profundos sentimentos, que vão do desespero à plenitude. São 59 anos convivendo com a iminência da partida. A princípio impedida por Vasco, Áurea é obrigada a morar numa casa no alto de uma duna. Até que um dia, ao lado da mãe, ela presencia a morte do marido, soterrado na própria loucura e, num misto de dor e alívio, acredita estar livre. Mas, na verdade, virara refém da sorte. Abandonada no deserto com a filha, Dona Maria sai à procura de um pequeno povoado originário de um antigo quilombo, onde só vivem negros. E assim conhece Massu, que virá a ser o grande companheiro das duas. É ele que as ensina a trocar pertences por comida. E sal, trazido de longe por Chico, único homem capaz de chegar e sair dali deliberadamente, e a quem Áurea se apegará na esperança de partir depois de dar à luz. Nasce uma menina, também chamada Maria. Nove anos passam e Dona Maria é a primeira a dar sinais de que há sentido na vida naquele lugar. Mas Áurea continua obstinada, esperando a filha crescer para encarar a travessia. A possibilidade de realizar o seu maior desejo ressurge com a volta do vendedor de sal. Quando tudo parece perfeito, Massu surpreende, impedindo a partida. Desesperada, Áurea corre pelo areal atrás de Chico. Em vez dele encontra o Tenente Luiz, jovem que guia um grupo de cientistas na pesquisa do eclipse do sol na região. Numa passagem emocionante, ela resgata sentimentos, redescobre o sexo e a chance de refazer a vida. Porém, mais uma vez por circunstâncias que independem de sua vontade, Áurea permanece no areal. E, ao lado de Massu, descobre que, na verdade, seu lugar é ali. Durante os 59 anos em que passam a história, alguns atores se alternam na interpretação dos personagens. Fernanda Montenegro é Dona Maria, Áurea (aos 60 e 87 anos) e Maria (58 anos). Fernanda Torres interpreta Áurea (28 e 37 anos) e Maria (31 anos). Seu Jorge divide o papel de Massu (30 e 39 anos) com Luiz Melodia (62 anos). Já Luiz é vivido por Enrique Diaz (35 anos) e Stênio Garcia (58 anos). Ruy Guerra é Vasco de Sá e Emiliano Queiroz, Chico do Sal. O filme apresenta a jovem Camilla Facundes como Maria aos 9 anos de idade.
http://www.sonypictures.com.br/hotsites/cinema/340/ |
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CINE
«Casa de areia» – «The House of Sand»
Drei Frauen - Grossmutter, Mutter und Tochter - stehen im Mittelpunkt dieser wunderbaren brasilianischen Frauensaga, die sich über einen Zeitraum von 59 Jahren erstreckt. 1910 gelangen Dona Áurea und ihre Mutter Maria nach Maranhão, an einen gottverlassenen Flecken inmitten einer Sandwüste im Norden Brasiliens. Áureas Ehemann Vasco hängt dem verrückten Glauben an, er könne das trostlose Land fruchtbar machen. Als er ums Leben kommt, ist Áurea schwanger; mit ihrer Mutter und der Neugeborenen, die den Namen Maria erhält, lebt sie fortan allein in dem Haus auf der Düne. Zum einzigen Vertrauten wird Massu, der in einer nahen Siedlung fortgelaufener Sklaven lebt. Von ihm lernen sie, durch Tausch und Handel ihren Lebensunterhalt zu bestreiten. Ihre Hoffnung, die Gegend verlassen zu können, bleibt unerfüllt. Trost findet Áurea in den Armen des Leutnants Luiz, der hier eine Sonnenfinsternis beobachten kommt, während Maria von der Musik träumt.
Frauen in Brasiliens Dünen Es gibt andere Wüstenfilme wie David Leans Lawrence of Arabia, die die Pracht der Leinwandbreite nutzten, um von der Unendlichkeit zu erzählen. Hier kommt dazu, dass Waddington es versteht, die Figuren einerseits in dieser Landschaft verloren zu Nichtsen werden zu lassen und ihnen gleichzeitig in den nahen Einstellungen so nah zu kommen, dass ihre Gesichter spiegeln können, was die Wüste in ihnen auslöst und bewegt. Eine Kraft des Filmes besteht darin, dass er uns die Endlichkeit in dieser Unendlichkeit spürbar macht, fassbarer werden lässt über das Bild, das er davon schafft. «Ich will mit meiner Tochter weg von hier», erklärt die Mutter dem ehemaligen Sklaven Massu, der diesen Traum schon lange aufgegeben hat und froh ist, nicht dort zu sein, wo es die Mutter wieder hinzieht. Für jeden ist das Hier und Anderswo etwas anderes. Sie will wissen, ob da jemals jemand vorbeikomme? «Hier kommt keiner an», meint Massu lakonisch, «und hier geht keiner weg.» Wer heute einen Film dreht, hat andere Filme gesehen. Eine unübersehbare Referenz, die Andrucha Waddington selber auch nennt, ist der japanische Spielfilm Suna no onna (Die Frau in den Dünen) von Hiroshi Teshigahara aus den frühen sechziger Jahren, gedreht nach dem gleichnamigen Roman von Kôbô Abe. Dort findet sich ein Insekten sammelnder Mann in einem Haus bei einer mitten in den Dünen allein lebenden Frau wieder. Und es beginnt ein Ringen um die Frage: Gibt es einen Ausweg aus dieser Existenz? Quelle: Walter Ruggle, Trigon-Film Magazin Nr 33 |
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CINE
«Casa de areia» – «The House of Sand»
Une grand-mère, une mère et une fille : trois générations de femmes sont au centre de cette saga familiale brésilienne se déroulant sur une période de 59 années. Elles sont incarnées par deux des comédiennes les plus populaires du cinéma brésilien, Fernanda Montenegro et Fernanda Torres, qui sont réellement mère et fille dans la vie. |
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