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CD / DVD: In Cité - Lenine
 
 
MUSICA — CDs
«In cité» de Lenine
— Brasil, BMG Casa Nova —
Lenine lança sua trova eletrônica em CD e DVD
O disco Lenine in Cité, reúne canções que ele apresentou em Paris, com elogios do Le Monde. Ouça Virou Areia
Lenine, que agrada públicos heterogêneos
Rio - Lenine in Cité é o título do CD e também do DVD do cantor reunindo canções compostas para sua apresentação na Cité de la Musique, em abril. Foi um sucesso, com casa lotada, derramados elogios no Le Monde.
"O mote do disco é o trovador, figura surgida no século 11, que integra várias culturas pela música e da qual somos todos descendentes." Lenine é um trovador eletrônico. Mistura a música de seu Pernambuco natal com influências do Sudeste, onde vive há 25 anos. Aqui, demorou dez anos para o grande público entendê-lo (tempo entre "Baque Solto", disco de estréia, e "Olho de Peixe", primeiro a vender muito). Na França, foi paixão imediata e ele vende 30 mil cópias por álbum, número robusto para o mercado de lá. Lenine chega a públicos heterogêneos.
"Há curiosos em todo lugar, mas os da França são especiais", elogia. "O jazz e a música africana floresceram lá e Pixinguinha, o primeiro brasileiro a fazer turnê no exterior, foi para a França."
Lenine chega a públicos heterogêneos. Sua poesia torrencial esta em Todas Elas Juntas num Ser só, parceria com Carlos Rennó, citando musas, ou o samba Virou Areia (com Bráulio Tavares)."Lá me consideram rock", conta Lenine. E aqui, o que seria? "É difícil definir, pois o pop nunca foi tão brasileiro e a MPB nunca foi tão pop".
Beatriz Coelho Silva © estadao.com.br
 
MUSICA — CDs
«In cité» de Lenine
— Brasil, BMG Casa Nova —
Lenine, o trovador
Disco ao vivo em Paris põe o pernambucano na linha de frente dos cantautores nacionais
Marcelo Corrêa / ÉPOCA
Para o show na França, Lenine optou pela ''ênfase nas canções'', acompanhado por apenas dois músicos
Até abril deste ano, apenas um brasileiro, Caetano Veloso, havia sido convidado para se apresentar na Cité de la Musique, casa de espetáculos de Paris. Com trabalhos de boa repercussão na Europa, o pernambucano Lenine foi o segundo. Não deitou na fama. Em vez de exibir apenas o melhor de seus - excelentes - cinco discos anteriores, lançou oito canções inéditas e ainda inovou: foi de violão em punho, acompanhado apenas por uma baixista-vocalista cubana, Yusa, e por um percussionista ''argentino-baiano'', Ramiro Musotto. O resultado é uma moderna força pan-americana capaz de pegar qualquer europeu pelo pé e fazer os brasileiros babar de orgulho.
A linha condutora do trabalho, que também foi registrado num belo DVD a ser lançado no início de dezembro, é a idéia de que o mundo é povoado pelos ''cantautores'' - palavra que não existe na língua portuguesa, mas significa compositores que interpretam as próprias canções e, de certa forma, encarnam os trovadores, figuras originárias do século XI, no sul da França. Para Lenine, no repente nordestino, no rap e no hip-hop, no samba de partido alto, assim como no blues americano, na balalaica russa ou na sanfona francesa, há ''ecos dos trovadores''. Eles ''se apropriam da música de sua região para fazer sua versão, sua crônica dos acontecimentos'' - como define o artista num belo texto do encarte de Lenine in Cité.
As letras de Lenine são mesmo um arauto de seu tempo. Um de seus maiores sucessos, ''Paciência'', é um hino à correria e à angústia contemporâneas: Enquanto todo mundo espera a cura do mal/E a loucura finge que isso tudo é normal(...)/O mundo vai girando cada vez mais veloz/A vida não pára. Da mesma forma, as inéditas do novo CD são recheadas de citações ao que se pode chamar de espírito do tempo: histórias, referências, descrições. Em ''Rosebud'', um duelo entre ''a verba e o verbo'' (O verbo gastou saliva de tanto falar para o nada/A verba era fria e calada, mas ele sabia, lhe dava valor). Na longuíssima ''Todas Elas Juntas num Só Ser'', Lenine lista à exaustão as musas de dezenas de canções brasileiras, numa declaração de amor à mulher, Anna, com quem está casado há 25 anos. Na forte ''Do It'', o compositor faz um hino contra a inércia: Tá cansada, senta/Se acredita, tenta/Se tá fora, entra/Se pediu, agüenta.
''Minha música leva mensagens de um povo e de um tempo''
Em 21 anos de carreira, desde que lançou Baque Solto, em 1983, Lenine nunca deixou que o mercado o levasse. Tenta fazer de cada trabalho uma novidade e faz as coisas a sua maneira. Tanto que produz e dirige seus discos e shows por meio de sua produtora, a Mameluco. Lenine in Cité inaugura, inclusive, seu selo próprio, o Casa Nove, embora a distribuição seja da BMG. ''Faço as coisas para agradar a mim e aos meus. Por sorte, o público também está gostando'', diz.
De tudo que compõe hoje, metade vai para outros intérpretes, como Elba Ramalho ou Maria Bethânia, fãs de carteirinha. Mas é na defesa de suas canções e - por que não? - na quentura das apresentações ao vivo que o artista mostra sua faceta mais original.
Como o trovador da Idade Média com quem se identifica, na dureza ou na maciez de suas cordas, ele dá seu recado com personalidade que o torna um artista único. É o que faz do CD - e do DVD - Lenine in Cité uma obra essencial.p".
 
MUSICA — CDs
«In cité» de Lenine
— Lenine, le Brésil qu'on n'embaume pas —
Le chanteur du Pernambuco publie un «live» réalisé à la Cité de la musique (Paris). Réchauffant. Par Anaud Roberto.
Leer «Le Temps» 26.11.2005, p. 52.



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